Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Incêndios florestais: Contribuição para o Aquecimento Global pode ser maior do que se pensava

Mäyjo, 03.03.14

A contribuição dos incêndios florestais para o Aquecimento Global pode ser maior do que se pensava, sugerem investigadores americanos num artigo publicado na revistaNature Communications.

Os cientistas do Alamos National Laboratory e da Michigan Technological University chegaram a esta conclusão num estudo levado a cabo no rescaldo do incêndio de Las Conchas, Novo México (EUA), que ocorreu em junho de 2011 e que foi o maior incêndio florestal registado até então naquele Estado.

Logo após a extinção do incêndio foi montado um sistema para recolher e analisar a composição e morfologia dos aerossóis (gases com partículas diminutas de substâncias sólidas ou líquidas em suspensão) libertados para a atmosfera pelo material fumegante.

Observou-se que as amostras recolhidas eram compostas fuligem e por esferas de piche (uma espécie de alcatrão) numa proporção de um para dez. Por outro lado, verificou-se que 96% das partículas de fuligem eram revestidas, total ou parcialmente, por substâncias orgânicas. Esta cobertura concentra a luz solar, aumentando a sua absorção, o que resulta no aquecimento da atmosfera.

Deste modo, ao invés de libertar para a atmosfera partículas de fuligem que absorvem luz solar e de carbono orgânico que a refletem, o incêndio de Las Conchas produziu partículas de fuligem com capacidade de absorção da luz solar aumentada e esferas de piche que produzem o mesmo efeito de aquecimento.

“A maioria dos modelos de avaliação climática encaram as emissões resultantes dos incêndios como uma mistura de fuligem pura e de aerossóis de carbono orgânico cujos efeito de aquecimento e arrefecimento (respetivamente) no clima se anulam”, explica Mavendra Dubey.

“No entanto, os resultados de Las Conchas mostram que as esferas de piche excedem 10 vezes a fuligem e que esta é revestida por [substâncias] orgânicas, resultando ambas num efeito de aquecimento mais intenso do que se assume atualmente”. 

E a investigadora conclui “O facto de estar a haver mais fogos e das Alterações Climáticas poderem aumentar a frequência dos fogos realçam a necessidade de incluir estas partículas especializadas nos modelos de computador, e os nossos resultados mostram como isto pode ser feito”.


Aceda ao artigo científico disponibilizado de forma gratuita aqui


Fontes: http://www.lanl.gov, http://www.sciencedaily.com e http://www.nature.com 

 

in: Naturlink

História do EcoSaldo

Mäyjo, 21.02.14

Conheça a história da nossa relação com a planeta através da evolução do saldo.

Conhecer este percurso, é perceber que para além de ser urgente reduzirmos a nossa pegada ecológica, é igualmente obrigatório recuperarmos a biocapacidade do nosso planeta. Desde do “Global Overshoot Day”, em 11 de Dezembro de 1980, que ultrapassamos o limite do equilíbrio. A 21 de Agosto de 2010 já tinham sido esgotados todos os recursos ecológicos que o planeta tem capacidade de gerar num ano. A construção de um futuro, exige uma economia capaz de recuperar a biocapacidade perdida, disponibilizando os bens e serviços vitais que a humanidade mais necessita. Os sete passos para uma economia verde e humana parecem-nos ser as condições estruturais para que esta história altere o seu trajecto.

 

Clica na imagem e poderás ver os efeitos das nossas ações ao longo do tempo.

 

 

Muito interessante; ao arrastar a peça da data/ano verificamos os acontecimentos e as suas consequências!

Derretimento de todo o gelo do Planeta transformaria Coimbra em cidade costeira

Mäyjo, 26.01.14

Derretimento de todo o gelo do Planeta transformaria Coimbra em cidade costeira (com FOTOS)

 

Existem mais de oito milhões de quilómetros cúbicos de gelo na Terra. Alguns cientistas acreditam que demoraria cerca de cinco mil anos para que derretesse todo. Mas, se continuarmos a aumentar os níveis de dióxido de carbono da atmosfera, é bem provável que derretamos todo o gelo da Terra bem antes dos cinco mil anos apontados. Caso isso aconteça, o nível da água do mar subiria 66 metros e a temperatura média do planeta passaria de 14,4ºC para 26,6ºC.

A National Geographic fez uma simulação gráfica do aconteceria se todo o gelo do planeta terra derretesse e se fundisse com os oceanos. A conclusão é que as consequências seriam devastadoras para as zonas costeiras continentais.

No caso de Portugal, toda a linha litoral desapareceria assim como a costa algarvia. Porto e Lisboa ficariam completamente submersos e cidades como Coimbra passariam a ser zonas costeiras.

Na restante europa, países como a Holanda e a Dinamarca ficariam completamente submersos. O Reino Unido tornar-se-ia uma espécie de manta de retalhos e Londres desapareceria, assim como Veneza, em Itália. As águas do Mediterrâneo expandir-se-iam e engoliriam o Mar Negro e o Cáspio.

Na América do Sul, uma parte considerável da Amazónia ficaria submersa e Austrália ganharia um mar interior, sendo que a sua zona litoral, onde vive a maior parte da população, desapareceria.

Veja aqui o aconteceria a Portugal e ao resto do mundo se o nível das águas do mar subisse 66 metros. E, nas fotos abaixo, veja como ficaria cada continente, considerando o mapa actual (nas linhas brancas) e o mapa provável.

Estudo revela quando irão as cidades sentir as mudanças climáticas

Mäyjo, 19.01.14

Estudo revela quando irão as cidades sentir as mudanças climáticas

 

Sabemos há muito tempo que as alterações climáticas estão a afectar diferentes partes do mundo em diferentes graus – enquanto as áreas mais temperadas ainda não registam grandes mudanças, o Árctico e as ilhas tropicais já começam a sentir alterações. Agora, um grupo de investigadores da Universidade do Havai avançou com dados que indicam exactamente quanto tempo diferentes cidades do mundo terão de esperar para sentir grandes mudanças no seu clima.

O estudo avança que os efeitos iniciais serão sentidos em Manokwari, na Indonésia. As temperaturas vão começar a subir de forma significativa dentro de poucos anos – já em 2020. Jacarta e Lago não ficam muito atrás. A Cidade do México vai começar a sentir o calor em 2031, seguida de Bogotá, Cairo, Bagdad e Nairobi em 2036.

As grandes mudanças não se farão sentir nos Estados Unidos até à década de 2040, com o aumento da temperatura em Nova Iorque e São Francisco. Outras grandes cidades do mundo, como Roma, Tóquio e Pequim também vão começar a registar mudanças ao mesmo tempo.

Talvez a implicação mais preocupante desta pesquisa seja o facto de que os países mais pobres, sem muitos recursos, serão os primeiros a sentir os principais impactos da mudança climática. Estas nações, tendencialmente localizadas nos trópicos, serão incapazes de preservar as raras espécies de fauna e flora locais, o que levará a uma perda da biodiversidade.

 

in: Green Savers

COP19: 2013 está a ser o sétimo ano mais quente desde 1850

Mäyjo, 07.12.13

COP19: 2013 está a ser o sétimo ano mais quente desde 1850

 

2013 está a ser o sétimo ano mais quente desde que se começou a monitorizar a temperatura média anual do planeta, em 1850. Este ano também tem sido propício a eventos climáticos extremos, como o furacão Haiyan, que atingiu recentemente as Filipinas, potenciados pela subida do nível da água do mar.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência de meteorologia da Organização das Nações Unidas (ONU), os primeiros nove meses de 2013 coincidem com os de 2003, com temperaturas médias, tanto na superfície terrestre como oceânica, 0,48 graus Celsius acima da média anual registada entre 1961-1990.

“Este ano contribui uma vez mais para sublinhar a tendência a longo prazo” face às temperaturas mais elevadas causadas pelo aquecimento global, afirmou o secretário-geral da OMM, Michael Jarraud, durante a Conferência sobre as Alterações Climáticas da ONU,COP19, que decorre em Varsóvia. “A acumulação de gases com efeito de estufa na atmosfera, potenciada pela actividade humana, significa um futuro mais quente que é agora inevitável”, acrescentou o responsável, cita o The Guardian.

O resultado ainda é provisório, mas a OMM indica que é provável que este ano termine entre os dez mais quentes desde 1850.

Em Setembro, o painel intergovernamental da ONU para as alterações climáticas reviu em alta a probabilidade de a espécie humana ser a principal causa do aquecimento desde 1950 para 95%, dos anteriores 90% estimados em 2007. Os efeitos previstos incluem mais ondas de calor, aumento do nível dos oceanos e aumento da pluviosidade.

Desde que a temperatura da Terra começou a ser monitorizada, 2010 foi ano mais quente, segundo a OMM.

 

Foto: Steve Bolton, sob licença Creative Commons


in: Green Savers